quinta-feira, 19 de julho de 2012

O novo mapa do emprego em Pernambuco


Projetos em instalação devem gerar 1,2 milhão de postos de trabalho

Pernambuco terá uma nova configuração de mão de obra nos próximos dez anos, quando os grandes empreendimentos em fase de implantação atingirem a produção plena. O boom do emprego na construção civil, intensificado a partir de 2007, prossegue com as obras físicas da Cidade da Copa, em São Lourenço da Mata, e da fábrica da Fiat, em Goiana. Após o período de instalação dos novos parque fabris, as projeções apontam a abertura de um novo leque de ocupações. As oportunidades de emprego estarão no setor de serviços especializados e nas indústrias fornecedoras de insumos. Um estudo de impacto econômico, realizado pela Agência Condepe/Fidem, prevê a criação de 1,2 milhão de postos de trabalho no estado.

Por enquanto, quem surfa na onda positiva do emprego é o trabalhador da construção civil. O número de empregos no setor pulou de 56 mil para 88 mil entre 2001 e 2010, segundo os números da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), do Dieese. O crescimento foi de 57,1% no período. Desbancou o setor de serviços, cujo aumento foi de 36,4%. “A construção civil é a vedete do crescimento do emprego na década”, assinala Jairo Santiago, coordenador geral da pesquisa. Segundo ele, nos demais setores da economia, o emprego pouco se moveu na área metropolitana.

Anilo Antônio da Cruz, 42 anos, fazia “bicos” há quatro quando surgiu a vaga de pedreiro no canteiro de obras da Hemobrás, em Goiana. Começou a trabalhar em outubro de 2010. Subiu de posto e está como líder de equipe. “O mercado de trabalho melhorou 100% por causa das fábricas. Goiana fica entre Recife e João Pessoa e não tinha emprego.” Com três filhos para criar e o quarto para chegar, ele aposta na maré boa do emprego quando acabar a construção da fábrica: “Acho que os empregos continuarão por aqui”.

A ex-frentista Marilene da Silva Maciel, 38, paraibana de Caporã, também surfou na maré do emprego em Pernambuco. Depois de oito anos desempregada, ela decidiu fazer um curso técnico de armadora no Senai de João Pessoa. “Apareceu essa vaga na construção civil e eu me candidatei. A disputa foi grande, mas eu consegui”, comemora. Há quatro meses ela trabalha como apontadora no canteiro de obras da fábrica de hemoderivados, com mais 550 peões. E o preconceito? “A construção civil tem espaço para a mulher crescer e competir com os homens”, garante.

O presidente da Agência Condepe/Fidem, Antônio Alexandre, prevê que o boom da construção se mantenha até 2017.  E para onde vai esse exército de trabalhadores após a desmobilização dos canteiros de obras? Para Antônio Alexandre, o perfil do trabalhador da construção civil começa a se modificar com os programas de capacitação, o que facilitará o remanejamento desses profissionais.

ROSA FALCÃO – Diário de PE
Fonte de informação:http://pedesenvolvimento.com/2012/05/01/o-novo-mapa-do-emprego/

Brasil é um dos países mais violentos para crianças e adolescentes


O mapa da violência no país mostra que as mortes de jovens com até 19 anos cresceu mais de 370% desde a década de 80.


Neide Duarte
São Bernardo do Campo, SP
Para assistir online, clique aqui.
O envolvimento com as drogas é considerado a principal causa de assassinatos de jovens. Está no mapa da violência, que mostra também que o Brasil é um dos países mais violentos para crianças e adolescentes.
Em números proporcionais, mais crianças e adolescentes são assassinados no Brasil do que em países como a Colômbia, a África do Sul e o Egito. O mapa da violência no país mostra que as mortes de jovens com até 19 anos cresceu mais de 370% desde a década de 80.
O Bom Dia Brasil foi procurar explicações para isso. E descobriu, por trás dos números, histórias de famílias despedaçadas pela violência.
Aos 2 meses, Azanir foi abandonada pela mãe. Quando ela tinha 10 anos, a mãe voltou, mas tinha como costume, espancar a menina. Aos 14 anos, ela resolveu se casar para se ver livre da mãe. Ela teve 12 filhos. O segundo marido também costumava bater na Azanir.
Hoje ela trabalha em uma casa abrigo que recebe crianças e adolescentes vítimas da violência. E dois anos atrás, uma das filhas dela, de 17 anos, foi assassinada, vítima de uma chacina.
“Minha filha levou cinco tiros. Os jovens que estão no começo da vida, que dizem que são o futuro do nosso Brasil, estão indo embora mais cedo. Jamais eu pensei em enterrar um filho meu”, conta.
A violência que nos cerca alcança cada vez mais jovens como Jéssica. No Brasil, 22 jovens são assassinados todos os dias. Eles morrem em todos os estados, em todas as cidades.
Na Bahia, os assassinatos de jovem aumentaram 580% em um período de 10 anos. Em Alagoas, em 2000, morriam 10 jovens a cada 100 mil habitantes. Em 2010, 34 jovens eram mortos a cada 100 mil habitantes.
“Nós vemos que na região Nordeste até aumentou o numero de trabalhos, existem grandes investimentos de trabalho, mas faltou que a conjuntura social pudesse favorecer uma estrutura mais adequada naquela região exatamente para se evitar o aumento da violência e dos homicídios envolvendo crianças e adolescentes”, explica Ariel de Castro Alves, vice-presidente da Comissão Nacional da Criança e Adolescente da OAB.
Entre as capitais, Maceió e Vitória apresentam taxas muito preocupantes: quase 80 assassinatos de crianças e adolescentes por grupo de cem mil habitantes. É um índice seis vezes maior do que a média nacional.
Em 2010, quase nove mil jovens foram vítimas de homicídios no país. Em 30 anos, foram quase 180 mil mortos com menos de 19 anos, e os meninos são 90% das vítimas.

Fonte de informação:http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2012/07/brasil-e-um-dos-paises-mais-violentos-para-criancas-e-adolescentes.html

Novas regras para transporte em motocicleta passam a valer a partir de agosto

Veja matéria exibida no Bom Dia Pernambuco. Clique aqui












Fonte de informação:http://globotv.globo.com/rede-globo/bom-dia-pe/t/edicoes/v/novas-regras-para-transporte-em-motocicleta-passam-a-valer-a-partir-de-agosto/2047892/