sexta-feira, 20 de julho de 2012

Mulheres que conduzem os "brutos" por todas as estradas brasileiras


Essas 12 mulheres trocaram o conforto do lar pelas curvas sinuosas das estradas. Conheça algumas dessas profissionais


Elas trabalham dirigindo 
caminhões com carga pesada sem perder a feminilidade. 
Conheça um pouco a vida nas estradas do ponto de vista delas
 Há quem associe a profissão de caminhoneiro exclusivamente aos homens, mas aos poucos elas se destacam nesse cenário de viagens longas e veículos truculentos. A maioria começa não apenas por causa da paixão pela direção, mas também devido ao incentivo do pai, marido ou irmão – que, em alguns casos, chegam a ensinar o ofício às mulheres da sua vida.
Conta Elisabeth Lima de Souza, 52 anos: “Quando eu tinha 10 anos, meu irmão mais velho puxava madeira para as fábricas de papel e celulose e eu adorava aquilo. Aos 11 aprendi a dirigir e logo comecei a pegar a chave do caminhão para manobrar. Eu não sabia nada e a minha mãe achava que eu fosse desistir por conta da dificuldade. Que nada! Eu persisti, ele me ensinou e aos 18 anos, com a carta de motorista em mãos, já comecei a trabalhar”. Já Patrícia Concheski, 37 anos, está há 14 na labuta por conta do exemplo do pai e as aulas do marido.
A catarinense Maria Goretti leva o gosto pela estrada no sangue. Filha de caminhoneiro, ela foi concebida e passou parte da infância dentro de uma carreta
A catarinense Maria Goretti leva o gosto pela estrada no sangue. Filha de caminhoneiro, ela foi concebida e passou parte da infância dentro de uma carreta

A rotina
Alguns adesivos nas traseiras dos veículos avisam: “Sem caminhão, o Brasil para”. Afinal, eles transportam tudo aquilo que é necessário para a economia andar e a gente sobreviver, de comida à combustível. Por consequência, caminhoneiros e caminhoneiras fazem da estrada o seu lar para entregar produtos aos destinos mais longínquos. “Cheguei a passar três meses fora de casa, rumo ao Nordeste”, conta Elisabeth, que mora em Santa Catarina. Atualmente, ela fica no máximo dois dias fora, pois cumpre trajetos mais curtos, transportando matéria prima para eletrodomésticos.
A curitibana Patrícia Concheski, de 37 anos, faz questão de marcar seu nome na cabine do caminhão e deixá-lo bem feminino
A curitibana Patrícia Concheski, de 37 anos, faz questão de marcar seu nome na cabine do caminhão e deixá-lo bem feminino

Mas e a casa, como fica? “Meus filhos já são casados e não moram comigo e nos fins de semana meu marido me ajuda com aquela faxina completa! Durante os outros dias, ele lava roupa, limpa a casa, cozinha e faz até bolos deliciosos, só reclama da louça suja”, diverte-se Elisabeth, que tem em comum com outras mulheres que seguem a mesma profissão a aversão à maçante rotina doméstica.
É o caso de Ivana do Carmo, 41 anos, que conta com a ajuda de uma secretária do lar. Na lida há mais de 20 anos, ela carrega em seu caminhão tanque querosene, peróxido, asfalto… Medo das cargas perigosas? Nenhum! O que a assusta mesmo é a área de serviço: “Eu não gosto de ver nada sujo, mas também não gosto desse tipo de tarefa. O que amo mesmo é voltar para casa o mais rápido possível para dar um beijo no meu filho de 12 anos”, conta.
A vaidosa paranaense Maria Simone Speranseta, além de dirigir pelas estradas, ainda encontra tempo para participar de provas de competição. Ela sonha em participar do Rally Dakar
A vaidosa paranaense Maria Simone Speranseta, além de dirigir pelas estradas, ainda encontra tempo para participar de provas de competição. Ela sonha em participar do Rally Dakar

Família, filhos e amor
Assim como em qualquer ramo, há caminhoneiras casadas, com ou sem filhos, solteiras e separadas. O ofício não é empecilho para viver relações completas. “Quando conheci o meu marido, ele estava dentro de um caminhão, sempre passando em frente à minha casa. Decidida, não sosseguei enquanto não o namorei. E depois não sosseguei enquanto não aprendi a sua profissão, coisa com a qual ele concordou na hora. Passamos a viajar juntos, um atrás do outro e nas paradas nos postos de abastecimento, dormíamos no meu caminhão, que era mais organizadinho, mais limpinho. Os amigos tinham uma ponta de inveja, pois estavam sem as suas mulheres e ele podia ficar comigo”, conta Patrícia.
Ivana foi casada, já namorou depois da separação e se o homem certo aparecer, está decidida a dizer ‘sim’ outra vez, desde que ele seja companheiro e, acima de tudo, fiel. Mas ela garante que a paquera não rola na estrada. “Estamos ali a trabalho”, conta.

Com 52 anos, Elizabeth Lima já fez várias viagens com seus filhos no caminhão
Com 52 anos, Elizabeth Lima já fez várias viagens com seus filhos no caminhão

Suas companheiras de profissão concordam e torcem o nariz quando as coisas não saem dessa forma. “O meu sonho é que as mulheres entrem nesta profissão por amor, e não para conquistar liberdade, sair e namorar. As pouquíssimas que fazem isso envergonham a nossa classe”, garante a veterana Elisabeth, casada, que acredita que o relacionamento é construído com confiança e respeito, e tem três filhos – todos com mais de 18 anos, dirigem os seus caminhões e, no passado, viajaram muito com a mãe na boleia, especialmente nas férias escolares.

Território masculino
As caminhoneiras garantem que não há preconceito. “Os nossos colegas nos respeitam e até ensinam novos truques”, ressalta Patrícia. “Só uma vez fui ultrapassada e xingada por um outro caminhoneiro na estrada”, lembra Elisabeth. “Teve até perseguição e bate boca em um posto de gasolina. Mas essa foi a única vez”.

A curitibana Ivana do Carmo, de 38 anos, é apaixonada por andar pelo asfalto brasileiro. Filha e irmã de caminhoneiros, também namora um colega de profissão
A curitibana Ivana do Carmo, de 38 anos, é apaixonada por andar pelo asfalto brasileiro.

Filha e irmã de caminhoneiros, também namora um colega de profissão
Embora elas devam impor respeito, a vaidade não fica de lado. “Só as roupas que não são tão femininas, pois é preciso estar confortável para dirigir”, explicam. Decotes estão fora de questão, assim como saias e blusas mais justas. A dupla jeans e camiseta é a maior tendência entre elas, mas o porta luvas sempre leva uma nécessaire com batonzinho, creme para as mãos e protetor solar. “Adoramos conhecer novas cidades, ouvir música sertaneja e pensar na vida ao volante, sem deixar de ficar bonita, né?”, arremata Ivana, caminhoneira feliz e com muito orgulho.
As caminhoneiras da matéria, junto a outras nove colegas, foram homenageadas pela empresa paranaense Tortuga, fabricante de câmaras de ar. Elas emprestaram suas imagens e suas histórias para o kit de agenda, calendário e cartão temático da empresa.

 Fonte: Ig Delas

Anatel anunciou suspensão de vendas de chips da Oi, Claro e TIM. Tire dúvidas sobre a suspensão de vendas de chips de celular


Empresas terão que apresentar planos para melhorar os serviços.

Daniela Braun e Simone Cunha
Do G1, em São Paulo

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) suspendeu, a partir de segunda-feira (23), as vendas de chips das empresas de telefonia móvel Oi, Claro e TIM em vários estados do país, por problemas na qualidade dos serviços prestados.
Para responder às dúvidas dos consumidores sobre o assunto, o G1 entrou em contato com a associação de defesa do consumidor Proteste, a Fundação Procon e a Anatel.
Qual foi a decisão da Anatel?
A agência suspendeu as vendas de novas linhas de celulares de três operadoras em vários estados do país. A medida vale a partir do dia 23 de julho.
Qual o motivo da suspensão?
A decisão, que inclui os serviços de voz e dados, foi motivada por problemas na qualidade dos serviços prestados. As avaliações são relativas a interrupção de chamadas, qualidade de rede e atendimento ao cliente. Segundo a agência, houve alta no número de reclamações registradas.
Quais os estados afetados?
Todos os estados foram afetados. Em cada um, foi suspensa a venda de linhas de uma operadora – a que teve o pior desempenho naquele local. Em Santa Catarina, Sergipe e São Paulo, foram suspensas as vendas de chips da Claro. No Amazonas, Amapá, Mato Grosso do Sul, Roraima e Rio Grande do Sul, a medida afeta a Oi. Nos demais estados, incluindo o Distrito Federal, a TIM fica impedida de fazer novas vendas.
Até quando vale a suspensão?
As empresas terão 30 dias para apresentar um plano detalhado, por estado, com medidas capazes de garantir a qualidade do serviço e das redes de telecomunicações. As vendas só serão liberadas depois que esses planos forem aprovados pela Anatel.
E se elas continuarem vendendo as linhas?
A Anatel determinou uma multa de R$ 200 mil por dia e por cada estado em que a medida for descumprida. A menos que isso aconteça, no entanto, não haverá outras punições.
Como será feita a fiscalização?
Questionada pelo G1, a agência não esclareceu como garantirá o cumprimento da medida. “Se o consumidor tiver conhecimento de que foi comercializado o chip indevidamente ele pode denunciar ao Procon e encaminharemos à Anatel”, diz Paulo Arthur Góes, diretor executivo da Fundação Procon-SP.
E as outras operadoras? Não terão que melhorar os serviços?
A Vivo, a CTBC e a Sercomtel não foram proibidas de comercializar linhas, mas também terão que apresentar planos de melhoria em suas áreas de atuação.
O que muda para os atuais clientes das três operadoras após as sanções aplicadas pela Anatel?
Não muda nada, segundo Góes, do Procon-SP. "A mudança que nós esperamos para esses consumidores é que o serviço melhore. Os consumidores continuam tendo direito a serviços de qualidade. SAC e ouvidoria têm que funcionar. O que se espera agora é que as empresas tomem providências”.
Os clientes podem continuar a fazer a portabilidade?
Segundo a Anatel, não será possível fazer a portabilidade para as operadoras cujas vendas estejam suspensas. A troca entre as demais operadoras, assim como a portabilidade das empresas afetadas para outras serão feitas normalmente.
Como o cliente deve proceder se estiver em fase de habilitação na espera da instalação de um serviço já adquirido?
Quem já comprou o serviço terá a instalação feita normalmente, já que apenas as vendas foram suspensas a partir do dia 23. “Se o cliente assinou contrato até o momento em que a punição não foi aplicada, o mesmo tem que ser honrado”, diz Góes, do Procon.
O cliente de uma dessas operadoras pode pedir desconto nas faturas proporcional ao tempo no qual o serviço não foi prestado por queda na conexão de internet ou da linha telefônica?
Esse já é um direito assegurado pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). “O Procon-SP já toma isso como regra aos consumidores que registram reclamações. Se é um problema de qualidade, o consumidor pode também querer cancelar o serviço sem cobrança de multa por conta de contratos de fidelidade”, diz Góes.
Se a operadora tiver de fazer novos investimentos para melhoria da qualidade dos serviços, pode haver repasse na fatura do cliente?
A Proteste acredita que não, já que as operadoras cresceram nos últimos anos sem investir no crescimento. Segundo o Procon, cabe à agência reguladora avaliar quanto de reajuste é permitido. “Na verdade o consumidor já está pagando por esses investimentos em serviços sem a mínima qualidade que se espera. As empresas deixaram de fazer a lição de casa e agora vão ter que correr atrás do prejuízo”, diz o diretor do órgão.
Como o cliente pode reclamar da qualidade dos serviços prestados pelas operadoras?
A Proteste orienta o consumidor a reclamar aos órgãos de defesa do consumidor, registrar reclamação na Anatel (pelo telefone 1331, nas Salas do Cidadão localizadas nas capitais ou via autoatendimento) e protocolar as reclamações feitas às operadoras. A entidade lembra que o cliente tem papel importante porque ele é que sinaliza os problemas. O consumidor que quiser fazer uma reclamação também pode procurar o Procon de sua cidade ou um dos canais de atendimento da Fundação.

Cresce o número de mulheres na aviação


As mulheres começam a ganhar respeito no comando de jatos comerciais, dos aviões das forças armadas e também na aviação desportiva. Elas ainda são poucas, mas fazem parte do time que vai acabar com o domínio dos homens como pilotos de aviões.

Cmte. Karina Buchalla, com o uniforme pouco antes de assumir um dos voos em um Airbus da TAM.
Na aviação desportiva as mulheres também começam a aparecer. E elas ainda estão na aviação militar, no comando dos aviões da FAB (Força Aérea Brasileira). Até 2003 essa atividade era proibida para elas.

Tenente-aviadora Carla Alexandre Borges, 28 anos, tornou-se a primeira mulher a comandar um caça da Força Aérea Brasileira (FAB).


A Azul Linhas Aéreas Brasileiras lançou um avião da cor rosa em parceria com a Embraer e a Femama (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama). É a Azul em campanha de prevenção ao câncer de mama: Um embraer 195 foi pintado de rosa, simbolizando a luta contra o câncer de mama, o avião rosa da Azul foi batizado de “Azul e Rosa”. O detalhe que a tripulação toda é de mulheres, alçando voos altos pelo Brasil a fora e divulgando a campanha de prevenção do câncer de mama.

Fonte de informação:http://guilhermegerold.blogspot.com.br/2011/10/cresce-o-numero-de-mulheres-na-aviacao.html