quarta-feira, 29 de agosto de 2012

PE registra quase 2 mil denúncias de maus-tratos contra deficientes


28/08/2012 09h25 - Atualizado em 28/08/2012 09h26

Maioria dos crimes é cometida dentro das próprias casas.
Vizinhos e familiares devem procurar delegacias.
Do G1 PE

Para assistir clique aqui.
Em Pernambuco, foram registradas 1.894 denúncias sobre crimes como maus tratos e agressão física e verbal contra crianças e adultos com deficiência física. Os números, preocupantes, levam o alerta à população: a maioria dos casos acontece dentro das próprias casas das pessoas com necessidades especiais; vizinhos e familiares precisam ficar atentos para denunciar.
De acordo com números divulgados pelo Disque Denúncia, em 59% dos casos, as mães são as principais agressoras das crianças. As agressões feitas por avós, tios e primos chegam a 11%; o pai aparece em 8% dos registros. Entre os adultos com deficiência, as agressões cometidas pelas mães chegam a 26%. Em 25% dos casos, as agressões são dos irmãos. Os filhos aparecem em 12% das agressões aos pais.

Para realizar a denúncia não existe delegacia específica. A orientação da polícia é procurar a delegacia mais perto de casa, pois será a responsável pela investigação. A população ainda pode procurar ajuda no Ministério Público ou na Defensoria Pública.
Dentre os casos mais comuns apontados pela polícia, estão a falta de cuidados, como banho, a agressão física e a não ministração de medicamentos. “A experiência demonstra que maior parte dos crimes são praticados no âmbito doméstico. As próprias testemunhas são a família ou vizinhos. A proteção aos deficientes é dever de todos”, contou o delegado Paulo Berenguer, da delegacia de Boa Viagem, no Recife. A punição para quem comete crime contra deficientes é agravada em um terço.

Fonte de informação:http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2012/08/pe-registra-quase-2-mil-denuncias-de-maus-tratos-contra-deficientes.html

Justiça determina que estado pague mudança de sexo de pernambucano


28/08/2012 11h20 - Atualizado em 28/08/2012 11h20

Decisão obriga governo de PE a custear operação no HC de Goiás.
Transexual conseguiu direito a registro oficializando novo nome.
Do G1 PE

Para assistir clique aqui.

Um intruso. Era assim que professor Alexandre Emanuel se sentia nas suas relações sociais durante grande parte de sua vida. O recifense de 45 anos nasceu mulher, mas nunca se sentiu confortável com os traços e as características femininas que possuía. Há 13 anos, começou uma luta para mudar de aparência, tomando hormônios e passando por cirurgias. Agora, ganhou na Justiça pernambucana o direito de passar por mais um procedimento, o definitivo: o que permitirá que ele tenha o órgão sexual masculino. Como em Pernambuco ainda não existe hospital público que faça essa mudança, a decisão obriga o estado a custear a operação no Hospital das Clínicas de Goiás, em Goiânia.
Hoje com barba, bigode, voz grossa e pêlos nos braços, Alexandre só guarda os traços femininos por fotos. Quando ainda era criança, aos 3 anos, lembra que pediu ao pai de presente de aniversário um carrinho de brinquedo azul, contrariando a preferência das meninas de sua idade. Ao chegar à adolescência, a crise de identidade só aumentou. “Eu não conseguia me agrupar, porque eram conversas de meninas, sobre namorados. Eu não me enquadrava, tinha até vergonha de participar do banheiro feminino. Entrava, trocava de roupa e saía. Não gostava de ficar lá porque me sentia um intruso”, contou.
Quando Alexandre leu uma reportagem sobre o caso de Christine Jorgensen, uma transexual americana que nasceu homem e se tornou mulher, as coisas começaram a esclarecer e ele decidiu que precisava mudar de aparência. “Entendi o que sentia e o que eu era. Apesar de ser papéis inversos, o drama era o mesmo. Todo o sentimento é de estar no corpo errado”, contou o professor. A partir de então, foram anos de pesquisas em livros, internet, até procurar o setor de ginecologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), há oito anos.
Professor já registrado como "Alexandre" (Foto: Reprodução / TV Globo Nordeste)
Professor já registrado como "Alexandre" (Foto: Reprodução / TV Globo Nordeste)

Alexandre passou por dois procedimentos, que duraram quase um dia inteiro: um foi a mastectomia, em que foram retiradas a glândula mamária e os músculos peitorais; o outro foi a chamada pan-histerectomia, quando os órgãos do sistema reprodutor feminino, como útero, ovários e trompas, foram extraídos. “Minha identidade é que sou um homem transexual, com orientação sexual heterossexual. Eu gosto de mulheres”, explicou.
Foi no Cartório de Registro Civil da Boa Vista, no centro do Recife, que Alexandre conseguiu ter um novo documento, oficializando seu novo nome. Mas, para se sentir mais completo, o professor conta que ainda falta passar pela cirurgia que permite ter o órgão sexual masculino. Alexandre conseguiu entrar em contato com médicos goianos, que explicaram uma nova técnica, em que a cirurgia é feita sem a necessidade de colocação de prótese. Denominada de metoidioplastia, o procedimento consiste no aumento do clitóris com tratamento hormonal e na construção de um canal ligado à uretra.
O caso foi acompanhado pelo Núcleo de Defesa do Consumidor da Subdefensoria das Causas Coletivas, que tentou a realização da cirurgia de forma administrativa. Como não foi possível, foi ingressada a ação na Justiça, que decidiu pelo custeio do procedimento em Goiás pelo governo do estado. A Procuradoria Geral de Pernambuco informou que ainda não foi citada nessa decisão da Justiça e que só pode se pronunciar quando for citada.
“Agora é só o retoque final. Muita coisa já consegui. Vejo a imagem como se estivesse com um facão, abrindo clareira, mas aí paro, porque não tem médicos, não tem exames. Foi muito massacrante para conseguir muita coisa. Eu apareço hoje porque aqueles que estão vivendo nas sombras do seu “eu” possam vir para a luz. Embora muitos digam que eu estou me levando para a perdição, mas quem vive na sombra, não alcança a luz”, concluiu Alexandre.

Fonte de informação:http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2012/08/justica-determina-que-estado-pague-mudanca-de-sexo-de-pernambucano.html

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Show do Evanescence no Recife


21/08/2012 11h14 - Atualizado em 21/08/2012 11h15
Começa venda de ingressos para show do Evanescence no Recife
Ingressos custam R$ 140 (pista) e R$ 300 (frontstage), com meia-entrada.
Show da banda americana acontece no Chevrolet Hall, dia 11 de outubro.
Do G1 PE


Amy Lee, vocalista do Evanescence
(Foto: Flavio Moraes/G1)

Amy Lee, vocalista do Evanescence (Foto: Flavio Moraes/G1)
Os ingressos para o show do Evanescence no Recife começam a ser vendidos nesta terça-feira (21). A banda americana comandada por Amy Lee traz para o Chevrolet Hall a turnê do mais recente álbum do grupo, 'Evanescence', lançado em 2011. O nome remete aos 15 anos da banda, que teve como primeiro álbum 'Falen', emplacando sucessos como 'Bring me to life', 'My Immortal' e 'Going Under'.

Esse é o terceiro álbum de estúdio do Evanescence, que lançou ainda o CD e DVD ao vivo 'Anywhere But Home' em 2004. A apresentação será no dia 11 de outubro, primeira vez do grupo na capital pernambucana.
As entradas estão a venda na bilheteria do Chevrollet Hall, nas lojas Renner dos shoppings Recife e Guararapes e também pela internet. A pista custa R$ 70 (meia-entrada) e R$ 140 (inteira), enquanto o frontstage fica por R$ 150 (meia-entrada) e R$ 300 (inteira). Os camarotes para dez pessoas custam R$ 2.200 no primeiro piso, R$ 2 mil no segundo piso e R$ 1.800 no terceiro.
O show de abertura fica por conta da banda 'The Used'. O Evanescence se apresenta também no Rio, no dia 6 de outubro, no HSBC Arena; em São Paulo (7), no Espaço das Américas; e em Fortaleza (13), no festival Ceará Music.